Empadao de Palmito a Francesa
Na Austrália e Nova Zelândia, Palmito é um daqueles ingredientes que alguns já ouviram falar mas ninguém sabe onde comprar.
Quando cheguei na França, uma das primeiras novidades pra mim foi, AQUI TEM PALMITO! Claro, na hora pensei no empadão de palmito.
Mas meu amigo não tinha uma forma funda para fazer empadão, então tive que adaptar e fiz uma torta de palmito.
E depois de várias receitas com glúten, meus amigos celíacos e alérgicos, finalmente uma receita SEM GLÚTEN!
Como fiz de olho a receita toda, vou colocar os ingredientes de forma superficial, adapte conforme você achar necessário.

Para a massa
Ingredientes:
1 1/2 xíc. de farinha de arroz
1 xíc de amido de milho
1/2 xíc de margarina vegetal
3 col. sopa de azeite
1 pitada de sal
Modo de preparo:
Misture todos os ingredientes até obter uma massa uniforme, adicionando mais azeite caso necessário.

Para o recheio
Ingredientes:
4 tomates maduros picados
3 cebolas médias em cubos
4 dentes de alho picados
200g de palmito cortado em rodelas
1 xíc de cogumelos frescos picados
1 xíc. de leite de soja sem açúcar
2 col. sopa de amido de milho
sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Em uma panela, refogue a cebola até começar a dourar, adicione o alho picado e refogue por mais alguns minutos. Adicione o tomate picado, uma pitada de sal e outros temperos a gosto. Cozinhe por aproximadamente 8 minutos, até que o tomate fique macio.
Dissolva a maisena no leite de soja e adicione aos vegetais, cozinhe por mais 5 minutos, ajustando o tempero.
Montagem
Separe a massa em duas partes, uma para a base e outra parte menor para a cobertura. Abra a maior porção em uma forma untada com óleo.

Distribua o recheio por igual.
Abra a porção menor, corte em tiras ou cubra totalmente a torta e disponha sobre a massa. Pincele leite de soja ou azeite de oliva para dourar.

Asse por aproximadamente 20 minutos em fogo médio e sirva. Gosto de empadão quente ou frio. É com certeza uma das minhas comidas preferidas.

Polenta a Bolonhesa de Lentilhas
E após quase 8 meses de Oceania eu cheguei pela primeira vez à Europa, começando por Paris.
Preparado para uma imersão histórica e ciente de que a França não é exatamente amigável a vegans, tive sorte de ser hospedado por um anfitrião vegano e que também é apaixonado por comida.
Uma receita que aprendi na Nova Zelândia com minha amiga Brasileira (de um livro Brasileiro que ela tinha) foi fazer polenta com bolonhesa de lentilhas. Depois descobri que a bolonhesa de lentilhas é algo comum, vi a receita numa caixa de lentilhas, só não lembro se tinha sido na Nova Zelândia ou na Europa.
Mas, tenho que dizer que hoje é uma das minhas receitas favoritas, quase o arroz com feijão, principalmente pelo tempo de preparo, que é mínimo.
Obviamente, lentilhas cozidas na hora são muito melhores que as lentilhas enlatadas, a textura é melhor, o sabor mais acentuado, mas na hora da pressa, uma lata de lentilhas cozidas resolve o problema. Não que seja bom para o meio ambiente, é claro, produtos enlatados necessitam de bem mais recursos que comprar produtos a granel.
Essa receita fiz em Paris, assistindo Simpsons em francês, meu primeiro contato com a TV por aqui. Repeti em Saint Laurent du Pont, nos Alpes Franceses, com meus amigos que me receberam por lá.

Aqui vai:
Polenta
Ingredientes
1 xíc de polenta ou fubá mimoso
5 xíc. de água
ervas finas a gosto
tomilho a gosto
sal a gosto
Modo de preparo
Em uma panela média, ferva a água, misture cuidadosamente a polenta com a ajuda de um fuê ou um garfo. Mexa sempre para não queimar no fundo da panela e cozinhe por 15 a 20 minutos.
Bolonhesa de Lentilhas
Ingredientes
1 cebola grande picada
2 dentes de alho
1/2 xíc de polpa de tomate e 1/2 xíc. de água
ou 4 tomates maduros picados
1 xíc de lentilhas cozidas (ou 1 lata)
1 xíc de abobrinha picada em cubos (opcional)
2 col. sopa de óleo
1/2 col sobremesa de açúcar (para tirar a acidez)
ervas a gosto
sal e pimenta do reino a gosto
Modo de preparo
Em uma frigideira grande, aqueça o óleo em fogo médio e refogue a cebola por aproximadamente 6 minutos, adicione o alho e refogue por mais 3 minutos.
Adicione os tomates picados ou a polpa de tomate, o sal, o açúcar e cozinhe por aproximadamente 10 minutos.
Tempere a gosto.
Para servir, você pode preparar porções individuais no prato com polenta e despejar a bolonhesa, ou colocar em uma forma refratária a polenta e cobrir com a polenta.
Salpique levedura nutricional (não levedura de cerveja) para servir. Na França encontrei esse da marca Gerblé que contém outros ingredientes e é bem gostoso, com gérmen de trigo e nutritional yeast.
Comi acompanhado também de picles, pão e um rabanete preto com margarina. Bem francês.


Zwiebelkuchen - “Bolo” de Cebola Alemao
english version here
Aviso: Infelizmente este post não é sem glúten. Culpa toda minha =(

Para o dia depois do jantar mexicano sugeri ao Nick, meu amigo e anfitrião aqui em Christchurch, uma receita alemã porque eu sei que tem algumas salsichas veganas bem gostosas aqui na Nova Zelândia, e a Alemanha é o país que mais quero ir.
Eu procurei “receita torta salsicha alemanha” e acabei encontrando o Zwiebelkuchen, ou Bolo de Cebola, que na verdade usa bacon ao invés de salsicha (como que o google encontrou isso?) e o bacon vegetariano mais comum aqui não é vegan, e o bacon vegano chinês não encontro aqui em Christchurch. Os outros ingredientes são queijo e creme de leite fresco, ambos sem opções veganas decentes por aqui. Sem falar que eu não tinha sementes de cominho, que é o tempero principal dela. Mas, não tema, grandes desafios são sempre bem-vindos, e eu aceitei o fato que eu só conseguiria fazer algo que se assemelhe à torta mas sendo algo totalmente diferente da original. Mas claro, tem que ser gostosa, impreterivelmente.
Como eu não tinha um liquidificador aqui para fazer um creme de castanha de caju, e leite de coco não é algo que combina com salsicha, decidi que faria um molho branco vegano e pronto. Não estava gostoso o suficiente então adicionei um pouco de vinho branco, ficou no ponto.
A massa era outro desafio, eu não tinha tempo ou ingredientes necessários para experimentar uma receita sem gluten, a receita original pedia massa fermentada, mas como eu já estava adaptando tanto, decidi comprar uma massa folhada pronta sem me sentir mal por causa disso.
Aqui vai a receita.
Para o recheio
Ingredientes:

5 ou 6 cebolas picadas
400g salsichas veganas ou bacon vegano, fatiados
1/4 xíc castanha de caju torrada, picada
1/4 xíc de azeitonas pretas, picadas
margarina vegetal ou óleo
ervas finas
1/2 xíc de vinho branco vegano
Modo de preparo:
Numa frigideira grande, aqueça a margarina, adicione a cebola picada e cozinhe por 7 a 10 min até dourar, adicione as salsichas picadas e as ervas e cozinhe por mais 5 a 7 min. Quando começar a queimar, adicione o vinho branco, azeitonas e a castanha de caju torrada. Deixe cozinhar até que você não sinta mais o gosto do álcool. Reserve.
Para o molho branco
Ingredientes:
2 col sopa de farinha de trigo branca
3 col sopa de margarina
1 col sopa de azeite de oliva
1 col chá de sal
1/4 xíc de vinho branco
1 xíc de leite de soja sem açúcar
sal e pimenta a gosto
Modo de preparo:
Numa panela pequena, derreta a margarina e adicione a farinha, mexa bem evitando gumos. Cozinhe por aprox 5 min em fogo baixo para minimizar o gosto de farinha. Adicione leite de soja e vinho branco, mexendo bem.
Cozinhe mexendo sempre até conseguir uma consistência cremosa, adicione o azeite de oliva para dar um sabor e apague o fogo.

Montando a torta:

Numa forma de pizza redonda ou qualquer outra assadeira que você tenha, coloque a massa folhada, distribua o recheio de salsicha e coloque o molho branco por cima. Você pode espalhar 1 col sopa de azeite de oliva por cima para deixar mais dourado.
Cozinhe por aprox 15 min a 200ºC e sirva com salada.

Esta é a torta original, não está TÃO diferente, certo?
Dicas sem glúten:
Esta é uma receita um pouco chatinha de fazer sem glúten. A salsicha precisa ser sem glúten e eu nunca fiz um molho branco sem farinha de trigo, provavelmente dá pra fazer apenas um mingau com amido.
Para a massa, eu faria uma massa mais robusta, que é basicamente 1 parte de farinha de grão de bico com 1/2 parte de farinha de arroz, 1/2 parte de fécula de batata e 1/4 de polvilho doce.
Rapidinho 2 - Nachos
Depois de um dia em um thermas de águas quentes em Hanmer Springs, tendo durante o dia inteiro apenas o sanduíche de lentilhas da receita anterior, no fim da tarde estávamos famintos.
Perguntei ao Nick o que cozinhar para a gente, pedi para ele escolher um país e México foi o primeiro que veio à cabeça. Apesar de ser um latino-americano, guacamole nunca fez parte do meu cardápio e achei que seria um bom desafio para fim de feriado e tínhamos alguns abacates maduros em casa.
Como estávamos com fome, queríamos que fosse o mais rápido possível, fomos ao supermercado e eu não tinha idéia do que comprar. Pensei em cebola e tomate pois são itens básicos, salgadinhos de milho, cogumelos e é claro, feijão (ainda bem que aqui tem feijão em lata, se tivesse que cozinhar, morreria de fome, versatilidades que sinto falta no Brasil). O que faltasse eu usaria a criatividade quando chegasse em casa.
Comecei com o guacamole:

1 abacate brasileiro grande maduro (ou 2 pequenos)
1 tomate picado em cubos
1 cebola pequena picada
1 col. sopa de suco de limão
1 pimenta dedo de moça sem sementes, picada (opcional)
sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de preparo:
Amasse o abacate, misture os ingredientes e pronto. Isso mesmo que eu disse, PRONTO! Simples assim. E você pensou que abacate salgado seria difícil de imaginar?
E então foi a vez da Salsa:

1 lata de feijão marrom ou preto (ou 1 1/2 xíc de feijão cozido)
1 tomate grande picado
1 cebola grande picada
1/2 xíc de cogumelos picados
1 col chá de cominho (opcional)
1 pimenta dedo de moça sem sementes picada ou (ou 1 c chá de pasta de pimenta)
2 col sopa de óleo
sal e pimenta do reino a gosto
Modo de preparo:

Em uma frigideira, aqueça o óleo e refogue a cebola até começar a dourar (aproximadamente 5 min), adicione o tomate, os cogumelos e os temperos e cozinhe por mais 3 minutos, adicione os feijões e caso precise, acrescente um pouco mais de água. Cozinhe por aproximadamente 6 minutos.
Sirva com salgadinhos de milho (tipo doritos) e delicie-se.

Rapidinho 1 - Hamburguer de lentilhas

Faz algumas semanas, senão meses que eu não sinto aquela inspiração para cozinhar. Viajar, ao mesmo tempo que liberta a gente, coloca diversas crises existenciais e devo dizer que não foi fácil.
Última semana na Nova Zelândia, e após uma longa viagem de carro com alguns amigos e muitos momentos fantásticos e outros um tanto tensos, finalmente chegou a hora de aproveitar os últimos dias de Christchurch, a capital dos terremotos. Estou seguindo para a Europa, a começar por Paris.
Aqui em Christchurch foi a primeira vez que senti um terremoto, um tanto tenso devo dizer, por mais que eu saiba que não tem como ser mais grave do que já aconteceu, mas sentir tremores é cotidiano, inclusive hoje de manhã teve mais um dos chamados “after-shock”, os tremores que acontecem após um terremoto, que na verdade não é um “novo terremoto” mas apenas o ajuste da terra após o espaço causado pelo terremoto de verdade, pelo menos foi isso que me explicaram.
Aqui fiz muitos bons amigos e foi o primeiro lugar que me fez sentir em casa desde que eu comecei a viajar.
E quando um dos meus amigos estava vindo me pegar para uma viagem até um thermas aqui perto decidi fazer um hambúrguer de lentilhas para a gente comer lá, vi tudo o que eu tinha em mãos. Queria fazer sem glúten e por sorte tinha algumas farinhas especiais em casa.
A receita ficou mais ou menos assim, não fiz usando nenhuma medida específica:
Ingredientes

1 lata de lentilhas (ou uma xícara e meia de lentilhas cozidas)
1/2 xíc de brócolis picado
1 cebola média picada
1/4 xíc de “sourdough flour” ou outra farinha sem glúten
1/4 xíc de farinha de grão de bico
sal e pimenta a gosto
margarina ou óleo para refogar
Modo de preparo
Refogue a cebola, após aproximadamente 5 minutos adicione o brócolis e continue cozinhando até que o brócolis fique macio, adicione as lentilhas e sal a gosto.
Apague o fogo e transfira os vegetais para uma tigela, acrescente as farinhas e tempere a gosto.

Forme os hambúrgueres, frite com um pouco de margarina ou óleo.
Sirva com salada, tomate e se quiser, fatias de abacate.
Adicionais
Eu acho que se eu tivesse um pouco de milho refogado seria um bom adicional, bem como um pouco de salsinha e cebolinha.
1Segredinhos sem gluten
Conversando com um amigo, ele me apontou o problema de que como o peso da farinha varia por marca, região, tempo desde que foi produzida, etc, é difícil mensurar a receita usando xícaras ao invés de peso.
Entretanto, como nem todo mundo tem uma balança, principalmente eu que estou viajando, prefiro não entrar nos méritos de cozinha profissional. Na verdade às vezes nem eu mesmo sigo a receita, afinal, os dois principais pontos que descobri sobre bolos sem glúten são:
1 - Usar pelo menos 1/4 de polvilho doce por receita (2 a 3 xíc de outras farinhas) para dar liga
2 - Verificar a consistência da massa. Ela deve ser relativamente líquida, como esta daqui
3 - (ATUALIZADO) Um outro amigo perguntou “mas o que você usa no lugar do ovo”? Na verdade esta pergunta tem múltiplas respostas. Para dar liga em farinha sem glúten é o polvilho e/ou goma xantana (em farinha de trigo não há necessidade, pois quem dá a liga na verdade é o glúten).
Para manter a massa úmida usa-se entre 1/4 xíc a 1 xíc de purê de maçã, banana amassada ou outro purê de frutas, dependendo dos outros líquidos. O purê de frutas ajuda, além da umidade, a dar uma nova profundidade de sabor.
Para dar leveza à massa, usa-se um pouco mais de fermento em pó que o normal e também bicarbonato de sódio. Além disso a água ou o leite vegetal devem ser quentes para ativar o polvilho e também os fermentos.
Assim, se você fizer uma das minhas receitas e sentir que a massa ficou muito pesada, adicione 1/4 de xíc de água quente por vez, até ficar fácil de mexer.
Se você não tiver polvilho doce, então é bom usar agar-agar ou goma xantana pois dificilmente conseguirá dar liga sem ele.
Espero que isso ajude você a explorar esta e outras receitas sem glúten
8Muffins de maca e canela
(english version)
Deixa eu te contar que estava enjoando de chocolate na viagem, afinal, aqui tem tanto tipo de chocolate vegano para experimentar que o estômago não dá conta. Daí pensei, preciso de alguma coisa barata e gostosa para fazer e que não seja de chocolate, e lembrei de uma receita de um muffin de maçã e canela.
“É hoje que vou engordar”, pensei.
Logo depois que eu fiz, esse muffin já se tornou um dos meus favoritos, e meus amigos de Christchurch parece que concordam pois comeram tudo até as migalhas.
O livro Babycakes mudou minha vida e continua mudando, finalmente agora, quando penso em “bolo sem glúten” não tenho medo. Mas o mais genial é que é possível conseguir esse livro na biblioteca pública da Nova Zelândia, esse e mais outras dezenas de livros veganos.
Quando comprei o livro me assustei com dois ingredientes (três, mas já falo sobre o terceiro), farinha de grão de bico e óleo de coco.
Descobri que se procurar por óleo de coco, virão os orgânicos a preços absurdos, mas se procurar gordura de coco, daí começa a ficar um pouco mais acessível. Entretanto é possível usar qualquer óleo vegetal. (exceto quando for para fazer cobertura e alguns biscoitos que necessitam de algo que seja sólido).
Com relação a farinha de grão de bico, é possível substituí-la por farinha de feijão branco, e no Mercado Municipal de Curitiba tinha a segunda mas nunca tinha achado a primeira.
Já o terceiro ingrediente assustador, goma xantana, descobri que se usarmos pelo menos 1/4 de polvilho doce na receita ele não fica esfarelento, por isso a não ser que seja para comercializar, acho que é desnecessário. Mas é possível usar o dobro de agar agar também.
E se você estiver se perguntando “Por que eu devo fazer bolo sem glúten se eu não tenho alergia a glúten?”. Várias pessoas que eu conheço, depois que cortaram o glúten da dieta comentaram que perceberam algumas melhoras significativas, e também eu gosto que ao fugir da farinha de trigo, a gente começa a incorporar novos cereais e grãos na dieta.
Então vamos à receita:

Ingredientes
1 xíc de maçã assada (ver receita no final)
1 1/4 xíc de farinha de grão de bico (ou de feijão branco)
1/2 xíc de fécula de batata ou amido de milho
1/4 xíc de polvilho doce
1 col. chá de bicarbonato de sódio
3 col. chá de fermento em pó
2 col. sopa de canela em pó
1/4 col. chá de noz moscada em pó
1/2 xíc de óleo de coco (ou outro óleo vegetal)
2/3 xíc de açúcar demerara
2/3 xíc de leite vegetal ou água quente
2 col. sopa de essência natural de baunilha
1 col. chá de goma xantana (opcional)
Modo de fazer
Pré-aqueça o forno a 190º C.
Em uma tigela grande, adicione os ingredientes secos e misture bem com a ajuda de um fuê. Em uma tigela menor, misture todos os ingredientes líquidos e misture aos secos mexendo sempre até obter uma massa uniforme. Por último misture as maçãs, distribuindo com a ajuda de um garfo.

Em uma forma de muffin média preparada, despeje aproximadamente 1/2 xíc de massa.
Asse por aproximadamente 22 minutos, rotacionando a forma em 180º após 12 minutos de cozimento.
Rende aproximadamente 12 muffins.

Maçãs assadas:
1- Descasque, tire as sementes e pique duas a três maçãs (verdes e/ou fuji) em cubos de aproximadamente 2,5cm
2 - Em uma tigela, misture as maçãs picadas com:
1 col. chá de canela
2 col. sopa de açúcar
1 col. sopa de suco de limão
3 - Coloque em uma forma untada com papel manteiga e asse no forno por aproximadamente 35 minutos a 190º C, rotacionando em 180º a forma depois de 20 minutos.
Obs: Você pode fazer mais dessa receita e fazer o restante de purê de maçã para usar nas demais receitas como substituto para ovos. (1/4 xíc. de purê me maçã para substituir 2 a 3 ovos)
3Feijao, meu feijao brasileiro
(english version: here)
A primeira coisa que um latino americano sente falta quando começa a viajar pelo mundo é de feijão. Não adianta quantos restaurantes mexicanos tenham no país, nunca é a mesma coisa e a vontade de feijão só cresce.
E apesar de tofu e lentilhas serem relativamente fáceis de se achar nos países que eu passei, bem como falafel (bolinho feito com grão de bico), ainda assim senti falta daquele feijão bem brasileiro, com caldo grosso e temperadinho com alho, cebola e louro.
Sem panela de pressão a vida fica um pouco mais complicada, demora em torno de 1h20 para cozinhar o feijão, e no exterior, panela de pressão não é qualquer um que tem, só em algumas casas, e eles tem a idéia que panela de pressão só serve para cozinhar carne de segunda.
Mas, como adoro cozinhar comida brasileira em toda casa que fico, a paciência entra em cena. Assim, em Wellington, Nova Zelândia, fiz arroz com “pinto beans” que é o mais próximo do feijão carioquinha que temos aqui.

Ingredientes
300g de feijão carioquinha deixado de molho por pelo menos 8 horas
1 tablete de caldo de legumes
3 folhas de louro
1 cebola grande picada
3 dentes de alho
2 col sopa de óleo
Salsinha ou coentro
1/4 xíc de cogumelo shiitake reidratados
Sal marinho a gosto
Modo de Preparo
Etapa 1
Cozinhe o feijão com as folhas de louro e o caldo de legumes dissolvido por aproximadamente 1 hora e 20 minutos em panela normal, (25 minutos em panela de pressão, contados a partir que a panela está com pressão total), ou até que o feijão esteja bem macio.
Se estiver usando panela de pressão, apague o fogo e aguarde a pressão acabar antes de abri-la. Veja mais notas de como usá-la no fim da receita.
Etapa 2
Reidrate os cogumelos com 1/2 xícara de água fria.
Em uma frigideira grande, aqueça o óleo e refogue a cebola, por aproximadamente 5 minutos, adicione o alho picado e refogue por mais 2 minutos.
Retire 1 xícara de feijão cozido e com a ajuda de um garfo amasse bem. Adicione à frigideira o feijão amassado, os cogumelos com a água e o coentro picado e refogue por mais alguns minutos até que o feijão engrosse. Coloque sal a gosto e retorne o refogado à panela mexendo bem, cozinhe por mais alguns minutos até que se obtenha um caldo grosso e uniforme. Caso deseja ainda mais grosso, basta retirar meia concha de feijão, amassar e retornar à panela.
Sirva com arroz integral e salada.

Dicas para panela de pressão
1 - Nunca encha mais que a metade quando for principalmente líquidos (como ao cozinhar milho verde) ou 3/4 quando for principalmente sólidos (como feijões).
2 - Cuidado com alimentos que produzam espuma como soja e ervilha. Lave bem antes de cozinhar ou cozinhe em uma panela normal.
3 - O tempo de cozimento é sempre a partir que a panela está com pressão.
4 - Somente abra após toda a pressão tiver sido eliminada.
5 - Para ajudar a esfriar, aguarde alguns minutos após ter desligado do fogo e coloque na pia sob água corrente. Somente abra quando estiver totalmente despressurizada.
4Pao de Queijo vegano
Como bom brasileiro, eu adorava pão de queijo. Comia com margarina ou puro, mas por causa do meu pai, adorava também comê-los com mel. Porém, essa delícia tradicionalíssima não é nada vegana, cheia de queijo e ovos, até que eu descobri uma coisa chamada Nutritional Yeast (que não é a mesma coisa que levedo de cerveja). O sabor, principalmente das marcas Red Star e Bragg é o único que eu realmente adoro.
Você pode fazer sem nutritional yeast com certeza, principalmente ao usar polvilho azedo, mas ele dá um toque especial.
Em Melbourne estava ficando na casa de um amigo onde a irmã dele é casada com um Brasileiro, portanto resolvi veganizar uma receita tradicional para meu amigo provar.
Como a maioria das receitas que eu achei na internet são muito oleosas, adaptei um pouco, porém se ainda achar que está muito oleoso, adicione um pouco mais de polvilho.
Meu favorito, entretanto, não é o que mais lembra queijo usando nutritional yeast, mas a versão que ao invés de batata usa-se mandioquinha, porém aí a coisa se inverte. Não temos mandioquinha aqui no exterior, temos yam, mas não acho tão saboroso.
Por usar como base farinha de mandioca, esta receita é totalmente sem glúten, porém verifique se o nutritional yeast ou o missô que for usar não contém glúten caso tenha alguma intolerância.

Ingredientes
1 1/2 xíc. de polvilho doce (notas 1)
1 xíc. de batatas amassadas (notas 2)
1/4 xíc. de óleo
1/2 xíc. de água
1/4 xíc de nutritional yeast (notas 3)
sal a gosto
temperos a gosto (notas 4)
Modo de fazer

Cozinhe as batatas até ficarem bem macias, descarte a água e amasse ainda quente para evaporar a maior parte do líquido.
Em uma tigela resistente ao calor, como de metal ou vidro temperado, coloque o polvilho, a batata amassada e o nutritional yeast. Aqueça o óleo em uma frigideira e despeje sobre a mistura. Adicione a água aos poucos até que se obtenha uma massa maleável porém não pegajosa.
Unte uma forma levemente com óleo, forme bolas do tamanho de bolas de golfe e distribua pela forma deixando pelo menos 5 cm de espaço entre elas.

Asse em forno pré-aquecido a 220˚ C por aproximadamente 20 minutos, até que esteja com uma camada crocante.
Deixe esfriar e sirva puro, com margarina vegetal, tofu cream cheese, melado ou mel de agave.

Notas
1: Você pode usar também 1 xíc de polvilho doce e 1/2 xíc de azedo
2: Você também pode variar usando mandioquinha, batata doce ou yam.
3: O nutritional yeast é opcional e faz a vez do queijo, você também pode usar 1/4 xíc. de missô ou não usar nada. Neste caso, adicione duas a três colheres de sopa a mais de polvilho.
4: Variações de temperos podem ser alho, orégano, ervas finas ou cebola e salsa.
4Adelaide, South Australia
Minha primeira viagem internacional foi há quatro anos atrás, rumo a terra dos cangurus. Por 30 dias viajei por alguns lugares com um amigo, parei um pouco na Nova Zelândia e no Chile e depois retornei ao Brasil. Este ano decidi que precisava de uma experiência maior fora do Brasil, arrumei minhas malas e segui minha jornada.
Assim, fiquei 4 meses em Adelaide e meu último lar lá foi com a Lucy, o Mateus e a Anna.


Adelaide é uma cidade situada no sul da Austrália com aproximadamente 1.2 milhões de habitantes, tem um sol pálido se comparado ao do Brasil e parece que é tudo é mais espalhado e distante, ao contrário do Brasil que normalmente as cidades são mais compactas.
Tirando o centro da cidade, esta era a impressão que eu tinha de lá:

Uma coisa que eu não podia reclamar era de opções veganas, em vários restaurantes era fácil conseguir opções veganas, fora os locais veganos como o Bliss Cafe e era possível conseguir bolos e doces veganos a quase qualquer horário do dia no Chocolate Bean. Meu outro local favorito era o Zen House. Aliás, meus amigos Gluten-free de Adelaide, a única opção vegana e sem gluten era no Bliss Cafe.
Mas as comidas que mais marcaram foram os hambúrgueres que comi lá. Em Hahndorf, Adelaide Hills, tive um hambúrguer de cogumelo, onde o hambúrguer era literalmente um cogumelo gigante e tinha um creme de abóbora que ficou perfeito no lugar do queijo.

Mas o meu preferido era sem dúvida o frango falso do Zen House. Essa coisinha gostosa com queijo vegano. Nham!

E o melhor da estadia foram as companhias, Charlie, Toby, Old bones, Poppy e meus amigos que me ajudaram tanto.


Certeza que um dia volto lá =)
Mais fotos de Adelaide e das viagens por South Australia no meu flickr.
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